Uma força-tarefa da fiscalização trabalhista resgatou um trabalhador submetido a condições análogas à escravidão em uma propriedade rural no município de Santana, no Amapá. A ação ocorreu durante a Operação Resgate VI, coordenada por auditores-fiscais da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
O homem trabalhava sem formalização desde dezembro de 2025, acumulando tarefas como caseiro, vigilante, alimentador de animais, responsável pela limpeza da residência e ajudante de pedreiro. Segundo a fiscalização, a remuneração era irregular e insuficiente, oscilando entre R$ 1.300 e R$ 300, além de períodos sem nenhum pagamento ou fornecimento de alimentação. As condições de moradia também eram precárias, em um alojamento sem banheiro e com alimentos armazenados no chão expostos a roedores e baratas.
Segundo o relato do empregador, ele atuava nas funções de caseiro, vigilante, alimentador de animais, responsável pela limpeza da residência e até ajudante de pedreiro em uma obra no local.
Medidas adotadas e direitos garantidos
A obra irregular na propriedade foi paralisada pela Auditoria-Fiscal devido aos graves riscos à saúde e segurança. O empregador foi obrigado a pagar R$ 17.795 em verbas rescisórias e salários atrasados, além de custear hospedagem em hotel, regularizar a situação bancária da vítima, o trabalhador teve acesso garantido ao seguro-desemprego especial para resgatados e passou a ser acompanhado pelo Creas de Santana para reinserção social.
Denúncias sobre trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma sigilosa pela internet através do Sistema Ipê, plataforma desenvolvida em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
