Os funcionários de instituições financeiras que atuam no Amapá decidiram cruzar os braços nesta quinta-feira, dia 20 de agosto. A greve geral foi deliberada em Assembleia convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Amapá (Sintraf-AP), em resposta à insatisfação com as propostas patronais feitas nos últimos meses.
O motivo central do protesto é a rejeição ao texto apresentado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Segundo o sindicato da categoria, a oferta dos banqueiros representa um ataque direto aos direitos trabalhistas e promove o enfraquecimento da união entre os profissionais. Além das questões salariais, o Sintraf-AP denuncia a constante política de fechamento de agências e os cortes de pessoal, ações que precarizam o atendimento e punem severamente a população, especialmente em um estado como o Amapá, que já enfrenta desafios geográficos de deslocamento.
O movimento paredista tem previsão de afetar significativamente o funcionamento de diversas unidades em Macapá e Santana. Entre as instituições que terão os serviços paralisados estão os bancos públicos: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia e os privados, como: Itaú Unibanco, Bradesco e Santander.
A programação da paralisação terá início às 9h30, com a concentração dos trabalhadores na sede do Sintraf-AP. Na sequência, os manifestantes seguirão para realizar atos públicos em frente às agências bancárias da capital e do município vizinho, Santana.
